quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Em tempos de BBB

Sabe, assim, não me recordo de achar uma pessoa chata, ficar evitando ela meses (ou até anos) no mundo virtual (com respostas secas e reviradinha interna de olhos) e depois declarar amor e amizade eternos. Não tenho lembrança mesmo.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Paratequieto

Dia desses eu falava com a Larissa Magrisso sobre a necessidade que pessoas como nós (sim, eu insisto que nos parecemos em algumas coisas) têm de levar uns paratequieto. Especialmente do nosso par.
Talvez, é possível, que eu esteja errada quanto ao fato de achar pontos em comum entre a Lari e eu, mas tenho absoluta certeza de que se o rapaz que está ao meu lado não me colocar uns limites não rola. Quer dizer, rola. Mas não vai durar muito. Quer dizer, talvez dure, mas não de um jeito legal. Porque eu me passo. Com frequência.
Dentre as pessoas que souberam me tolher com eficiência nessa vida, o Filipe é disparado o mais discreto nisso. Ele diz "deu" de forma bem firme, mas sem escândalo. E eu entendo. Hoje tive mais um exemplo.
Sexta-feira recebi um feedback pra lá de especial na FIRMA. Especial porque não é frequente e porque o conteúdo é bom pra c...
Enfim, as pessoas mais próximas (e também aquelas nas escalas 2 e 3 de aproximação) sabem que eu sou carente e desconfiada e que minha autoestima é meio ridícula. Talvez, às vezes, pareça falsa modéstia, mas não é. Garanto muito. Juro, mas juro mesmo. Porque fico BEM triste por conta dela.
E quando fico insegura, tendo a dividir isso com as pessoas mais próximas. E divido MESMO. Então, quando acontece algo que dá um UP na imagem que eu tenho de mim mesma, acho super justo dividir com quem ouviu as lamentações. O Filipe não acha.
O Filipe acha que as pessoas podem achar que eu estou me achando. Fiquei meio que meio quando ele colocou as coisas dessa forma. Mas talvez ele tenha razão.
Por isso, fica aqui o meu pedido público de desculpas para:
- Larissa
- Mirella
- Thais
- Mel
- Rita
- Paulo Germano
- Betine
- Sílvia
Foram as pessoas para quem eu contei a minha última alegria. Então, se pareceu "achismo", desfaçam (ou tentem) essa impressão. Não foi. Mas prometo tomar mais cuidado da próxima vez.
By the way, minha autossabotagem (ficou assim?) é tanta que eu já estou tentando desconstruir o discurso elogioso do chefe. Sim, é doença. Sim, tratarei em 2010.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Sacou?

Eu sei que é muita cara de pau voltar aqui depois de tanto tempo e o post ser novamente sobre a Julia. Ocorre que essa garota é muito foda. E não digo isso só porque é minha filha. Digo porque é a REALIDADE.

Assim como eu, ela fala muito. Quase sempre o tempo todo. Tanto que tenho tentado fazer da velha brincadeira "vaca amarela cagou na panela etc, etc, etc" uma constante na rotina da nossa família. Como não é interessante uma criança com menos de quatro anos ficar falando "come toda a bosta dela", adaptei a brincadeira somente para um "quem falar primeiro até XXXXXXX (complete aqui com o momento que quiser) perde".

Ela ganhou umas duas vezes e hoje deu o golpe mortal. Quando tirava a gorda do banho, propus "vamos brincar de Quem Falar Primeiro Perde? se tu não falar nada até a mamãe terminar de te vestir, tu ganha."

Num primeiro momento, ela concordou. Três segundos depois, disparou "mamãe, eu tenho uma ideia. vamos brincar de Quem Falar Primeiro Ganha?"

Nocaute total.

De brinde, uma foto da fofucha num momento "quero ser igual a mamãe":




















Reparou na tatoo? Ahn? Ahn?

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Barulho da cidade

Lembro que lá no início do Orkut havia uma comunidade que bombava muito. Acredito que não bombe mais, não frequento há tempos comunidades no kutkut. Enfim, a comunidade se chamava "Eu canto errado", se não me engano.

Lá as pessoas postavam desde derrapadas clássicas como "trocando de biquini sem parar" até coisas sensacionais como "sometimes I feel like I don't have apartment". Fazia todo o sentido do mundo, já que o nome da música é Under the bridge.

As letras erradas que mais atraíam os "eu também" eram as infantis como "dona chica-ca dimirrou-se-se". NINGUÉM cantava que a dona chica havia se admirado.

Pois bem, é claro que a Julia já adentrou à fase do "eu canto errado". Tem o hino riograndense, no qual ela modificou uma frase para "mostremos valor, tostância. nesta ilha gusta terra". Mas a preferida, que motivou este post, é a da abertura dos tiny toon (lembram? lilica e perninha? AMO). Pra quem não lembra:



Lá para o final, na versão traduzida, eles cantam "na looniversidade pretendem se formar". A gorda adora decorar uma música. Então, na terceira vez em que assistiu ao desenho, saiu cantando "barulho da cidade, pretendem se formar". E, seguinte, simplesmente não adianta dizer para ela que não é assim. Agora, toda vez que toca a música, nessa parte, ela me diz "viu, mamãe, como é barulho da cidade?"

Tem como dizer que não para essa coisa fofa matutina?




















Não, não tem. Até eu já ouço e canto barulho da cidade.


sábado, 14 de novembro de 2009

F5

Porque desde o meu segundo estágio (terceiro emprego), no distante ano de 2002, o máximo de tempo que eu fiquei distante da política foi algo em torno de cinco meses. Depois de ser estagiária na clipagem e na Editoria do Interior do governo do Estado, fui contratada como assessora de imprensa na Casa Civil do mesmo governo.

Filipe veio, Julia nasceu e, em agosto de 2006, saí do governo para trabalhar na campanha ao, tcharam, governo do Estado. Ao fim, com a derrota sofrida, achei que era o momento de dar um tempo, porque não é um mundo fácil. Não é fácil viver nele e muito menos entender dele.

Deixei meu reinado no Palácio no final daquele ano. Em maio de 2007, estava eu novamente entrelaçada com a política, já que a empresa da qual me tornei sócia tem como um dos principais clientes um político. E a conta era minha.

Julho de 2009. Resolvi dar de maluca e largar a empresa por um frila em zeagá. Na Editoria de Bairros, que fica dentro da Editoria de Geral. E que, como já é de conhecimento público, conquistou meu coração e me fez dizer "Sim, eu gosto. Desculpa".

Pouco mais de quatro meses depois da minha chegada ao jornal, a política resolveu me visitar novamente. Estou indo passar 15 dias por lá, na Editoria de Política. E meu mundo novamente gira em torno da Página 10.

Sim, esta é uma explicação antecipada para um possível sumiço de duas semanas. Eu poderia até prometer voltar em seguida. Mas sabe como é? Promessa é dívida. E eu não estou podendo.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Da rotina

Postei agora há pouco o texto de uma blogueira do ZH Moinhos que esteve no painel Fala Feminina, parte da programação da Semana da Comunicação da ARP (que, aliás, me rendeu uma segunda eleição nos melhores da semana da Geral - ok, eu sei que a maioria não sabe o que é, mas, assim, é TRI para mim). Enfim, PARECE que falaram de estereótipos ligados à mulher e blablabla. Tem matéria e post para quem quiser saber mais.

Aí, o seguinte, no meio de um trabalho doméstico durante a noite, me liguei que meu dia (sim, o post poderia começar com "meu querido diário") foi assim: trabalhei 12 horas. Cheguei no jornal às 8h30min, tive uma grata surpresa proporcionada por um moço muito legal, incomodei pra caramba meu repórter amado do coração (sim, é MEU), almocei um sanduíche às 17h e, finalmente, saí da redação às 20h30min. Cheguei em casa, tomei um banho BOM e jantei a massa à bolognesa preparada pela minha pessoa grande preferida no mundo.

Aí, achei prudente passar o aspirador na casa inteira, lavar a louça e colocar as toalhas de molho. Para finalizar a noite, então, li três livros na sequência para a Julia (Cinderela, O Rei Leão e Backyardigans) e vim mudar o blog de lugar.

Enfim, uma típica rotina estereotipada da mulher atual, onde são três os turnos de atividades: como profissional, dona de casa e mãe. E ainda sobrando um tempinho para a vida social/virtual. Clichês, em homenagem à minha chefe.

Então, segue a receita para um dia cheio não acabar em reclamação (para entender, ver post abaixo). Quando cheguei em casa, o Filipe me contou a última da Julia.

Os dois voltavam para casa no final do dia, quando a gorda se agarrou num poste, deu uma voltinha e disse: "ó, papai, igual à Binei". Pra quem não sabe do que eu estou falando:










sábado, 7 de novembro de 2009

Sim, eu gosto. Desculpa

Na semana que passou, completei quatro meses na firma nova. No início, quase toda semana, alguém me perguntava se eu estava gostando. Nada mudou, vários colegas ainda perguntam. Mas o tom mudou. Alguns perguntam quase colocando um 'ainda' no princípio da frase. Para não constranger essas pessoas, que esperam que eu entre para o time dos insatisfeitos, eu adotei uma resposta padrão "sim, estou adorando. desculpa".
É que o normal (em quase todo o lugar) é reclamar. "Trabalhamos muito, ganhamos pouco, os chefes não entendem, os processos são burros". É o que eu chamo de eterna insatisfação. Claro que é um direito inalienável (@rodrigomuzell) reclamar da firma (qualquer uma). Já reclamei muito também e continuo reclamando. (vou continuar celebrando o óbvio neste post. se cansou, melhor mudar de blog). O meu problema é com pessoas que SÓ reclamam.
É aquela criatura para quem nada nunca está bom, para quem todos os chefes e superiores são burros demais para compreender sua genialidade. O mais legal é que esse tipo de atitude sempre vem acompanhado de uma inércia absurda para mudar de emprego, setor etc. Conheço gente que está há ANOS dizendo o quanto odeia sua vida profissional (e pessoal também), mas continua exatamente no mesmo lugar.
Só posso concluir o seguinte: ou não é TÃO ruim assim ou a pessoa realmente tem problemas a tratar. Porque se submeter a uma tortura diária por tanto tempo quando a mudança depende exclusivamente de ti é bem doente. Sendo a primeira opção (de que não é tão horrível), acho uma belíssima sacanagem (consigo e com os ouvintes, além da firma, é claro). Assim, não mente. É feio e faz o nariz crescer.
Enfim, essa foi a conversa do almoço de hoje, que o meu genial esposo finalizou com a seguinte frase: "essas pessoas precisam de problemas e prazeres reais, como pagar a creche e buscar o filho na escola, que é para parar de ficar se lamentando e se ocupando com bobagem".
Talvez.